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Quais as Principais Causas de Falhas em Subestações?

Obtenha o que precisa para uma subestação segura e livre de falhas inesperadas

Se você opera ou participa de uma planta industrial ou de grande centro comercial, sabe que subestação não falha “de repente” — ela dá sinais. O problema é que, quando o alerta vira ocorrência, não é só uma interrupção técnica, mas um dano direto na produção, nos prazos e na tranquilidade que você busca.

 

Essas falhas podem transformar uma safra promissora em prejuízo ou expor sua equipe a riscos desnecessários, minando a confiança construída ao longo dos anos.

 

Este artigo vai direto ao ponto, abordando quais causas realmente derrubam subestações na prática, as rotinas preditivas que cortam a maior parte das emergências em poucos dias e decisões inteligentes que visam retorno sobre o investimento.


2. Causas Principais de Falhas em Subestações

2.1. Conexões Afrouxadas e Aquecimento Oculto

Conexões Afrouxadas e Aquecimento Oculto em Subestação

Fonte: Autor próprio

 

A deformação lenta e progressiva sob carga, e a vibração térmica afrouxam conexões de forma acumulativa, principalmente após safra/entressafra. A resistência de contato cresce discretamente e cria zonas interativas invisíveis a olho nu.

 

Como evitar:

  • Termografia trimestral em painéis > 400 A e barramentos de média tensão
  • Alarme para ΔT > 25°C sobre referência ambiente
  • Investigação imediata quando ΔT > 40°C 
  • Torqueamento semestral seguindo especificação do fabricante
  • Registro de tendência: acompanhe o filme (mesmas cargas, mesmo turno), não fotografias isoladas

2.2. Proteções Descalibradas Após Mudanças de Carga

Proteções Descalibradas Após Mudanças de Carga em Subestação

Fonte: Autor próprio

 

Uma pequena troca de motor ou adição sazonal de compressores muda as curvas de partida e o seletivismo. Ou seja, uma proteção que funcionava há 2 anos vira fonte capacitiva não confiável.

 

Como evitar:

  • Revisão anual de seletividade e coordenação 
  • Testes secundários de relés sob cenário de carga de pico
  • Política de “gestão de mudanças”: qualquer modificação dispara revisão.

2.3. Envelhecimento e Contaminação do Óleo Isolante

Envelhecimento e Contaminação do Óleo Isolante em Subestação

Fonte: Autor próprio

 

A Análise de Gases Dissolvidos (DGA) não é só “olhar gases”. Umidade em ppm e rigidez dielétrica baixando são preditores precoces de colapso. 

 

Como evitar:

  • DGA e teor de umidade semestrais 
  • Limites de ação: umidade > 20-30 ppm exige plano de secagem
  • Rigidez < 30 kV é sinal de alerta
  • Programa de desumidificação/filtração on-line quando viável

2.4. Sobrecarga Crônica Disfarçada

Sobrecarga Crônica Disfarçada em Subestação

Fonte: Autor próprio

 

Operar “legalmente” a 85-90% da capacidade em ambiente quente degrada seu isolamento exponencialmente. No agronegócio, picos durante colheita podem elevar cargas em 50%.

 

Como evitar:

  • Meta operacional de 70-80% em regime contínuo
  • Análise térmica ambiente real 
  • Sistemas de gerenciamento com sensores de Internet das Coisas (IoT) para redistribuir cargas
  • Alarmes de temperatura no óleo com registro contínuo

2.5. Ambiente: Poeira, Salinidade e Umidade

Ambiente com Poeira, Salinidade e Umidade em Subestação

Fonte: Autor próprio

 

Poeira agrícola higroscópica (atrai e absorve a umidade do ar) e umidade da madrugada tornam-se filme condutivo sobre isoladores. Alta umidade pode corroer componentes mais rápido que em regiões secas.

 

Como evitar:

  • Classe de proteção adequada (IP/IK) para painéis
  • Revestimento RTV-SiC hidrofóbico em isoladores expostos
  • Rotina de lavagem programada em períodos secos
  • Filtros e pressurização positiva em casas de comando
  • Pintura anticorrosiva certificada em regiões litorâneas

2.6. Erro Humano e Procedimentos Incompletos

Erro humano em subestação

A maioria dos incidentes “humanos” ocorre por falta de bloqueio e etiquetagem (LOTO). Falhas repetidas geram “fadiga decisória”, aumentando os erros.

 

Como evitar:

  • Programa NR10 vivo: LOTO obrigatório
  • Listas de verificação antes de energização
  • Padronização de diagramas unifilares atualizados
  • Auditorias trimestrais com amostragem de manobras reais
  • Treinamentos personalizados que simulem cenários regionais


3. Sinais de Alerta que Exigem Ação Imediata

Aja em 48-72 horas se detectar:

 

– Cheiro de ozônio ou “queimado” em casas de comando
– Ruído anormal em transformador
– Disparos intermitentes sem causa aparente
– Marcas térmicas recorrentes na mesma conexão
– Óleo com aspecto leitoso


4. Rotina Preditiva: Como Cortar 80% das Emergências em 90 Dias

  • Mês 1: Diagnóstico Completo
    Varredura termográfica completa
    Ultrassom em barramentos e seccionadoras
    Revisão de seletividade
    Coleta de óleo (DGA/umidade/rigidez)

 

  • Mês 2: Correções Sem Parada
    Apertos e substituições pontuais
    Recalibração de relés
    Limpeza e vedação ambiental
    Aplicação de silicone RTV em isoladores críticos

 

  • Mês 3: Validação e Implementação
    Validação sob carga de pico
    Simulações de manobra
    Implantação de alarme de ΔT
    Rotina LOTO disciplinada

 

  • Manutenção Contínua
    Trimestral: Termografia
    Semestral: Análise de óleo
    Anual: Seletividade e testes funcionais


5. Retorno Sobre Investimento e Decisão Estratégica

Se a hora parada da sua instalação custa R$ 15 mil e você tem a média de 10 ocorrências por ano, uma rotina preditiva é capaz de economizar cerca de R$ 150 mil/ano — fora a redução de risco humano e regulatório.

 

Para gestores que precisam manter a operação rodando:

  • Inspecione sem intervir até ter o ranking de criticidade
  • Execute correções por janelas, começando pelo alto impacto/baixo tempo
  • Meça novamente e ajuste


6. Conclusão

Falhas em subestações não são “azar”. Com rotinas preditivas simples, ajustes de proteção e correções cirúrgicas, é possível reduzir drasticamente emergências em 90 dias, sem paralisar a planta — e com retorno financeiro mensurável.

 

Se você quer parar de depender da sorte, comece pelo monitoramento da sua instalação por vistoria técnica. É assim que as instalações elétricas mais confiáveis mantêm a operação sob controle, a equipe segura e a reputação intacta.

 

Para profissionais que buscam previsibilidade, segurança e retorno sobre o investimento, a Regulus Energia oferece engenharia elétrica estratégica aplicada à manutenção de subestações.

 

Nossa abordagem foca em:

  • Diagnóstico com dados (termografia, ultrassom, DGA, seletividade)
  • Execução sistêmica sem parar a produção
  • Monitoramento que antecipa problemas

 

Para mais informações, entre em contato com nossa equipe especializada e solicite a sua demanda.

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